quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A RESENHA DO SALÁRIO MÍNIMO - OPINIÃO

    
    Há dois meses o salário dos Deputados Federais foi reajustado em 62% (para a felicidade deles). O salário que era de R$ 12.384,00 passou para R$ 20.042,00. Nada mal pra um Deputado. Na época em que o reajuste salarial estava na pauta de discussão do plenário, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo falou o seguinte: “Nós temos que ter muita prudência nessas elevações de despesa. No caso dos estados, o que eu acho que tem que ter é uma discussão em cada estado para ver como que está o orçamento daquele estado”. 
    

domingo, 2 de janeiro de 2011

SALÁRIO MÍNIMO PASSA A SER R$ 540

     Passou a valer a partir do dia 01 deste mês a Medida Provisória 516 que reajusta o salário mínimo de R$ 510 para R$ 540.
     A medida foi publicada no Diário Oficial no dia 31 de Dezembro de 2010. Segundo alguns especialistas em economia, o aumento é positivo pois não causará enormes mudanças na Previdência Social e ainda manterá o poder de compra do brasileiro.
    

sábado, 1 de janeiro de 2011

DILMA ROUSSEFF ASSUME A PRESIDÊNCIA DO BRASIL

 A cerimônia realizada hoje em Brasília/DF marcou a despedida do agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a posse de Dilma Rousseff, a primeira mulher a chegar à Presidência, o mais alto cargo do Executivo.Em seu discurso de quase 40 minutos, Dilma afirmou que pela primeira vez, o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar uma nação desenvolvida. Dilma falou sobre a importância de manter a estabilidade econômica, evitar o risco da inflação, continuar as melhorias do setor produtivo e reiterou que dará continuidade e consolidará a obra transformadora do Governo Lula, que por oito anos esteve na Presidência da República.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

REPORTAGEM 7º CONGRESSO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO


Reportagem feita para o 7º Congresso Brasileiro de Comunicação promovido pela Faculdade Maurício de Nassau. 

domingo, 3 de outubro de 2010

MÚSICA AOS OUVIDOS, SAÚDE PARA O CORPO

     Quem disse que a música não ajuda na qualidade de vida das pessoas? Na verdade, a música está no ser humano independente dele querer ou não. Não se trata apenas do som, mas de vibrações que desencadeiam a atividade cerebral e interferem na digestão, na pressão arterial, na respiração e em tantos outros mecanismos que estão ligados à saúde das pessoas e ao bom funcionamento do corpo, tanto físico quanto emocional.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mercado de São José: Patrimônio esquecido

Passeando pelo Recife, conhecida por sua multiculturalidade e pela rica história transposta em suas arquiteturas e monumentos, encontramos um legado que por décadas representa características da produção cultural, artesanal e econômica da cidade ,e que no entanto se encontra em caótica preservação.  

...Mas nem tudo é problema

Fachada do Mercado da Boa Vista
    Um passeio agradável em um ambiente arborizado, com clima boêmio e ar nostálgico. Esta é a sensação que se tem ao entrar no mercado da Boa Vista, um dos mais antigos e bem conservado mercados do Recife. Um espaço que soube conservar suas tradições, mantendo de pé a memória viva da cultura pernambucana.

Deficientes merecem cuidados especiais nos mercados públicos

Albrto Souza, ex-cadeirante
    Em 1993 o comerciante Alberto de Souza Lopes foi ao Marcado de São José e não conseguiu entrar pela porta principal, foi até a lateral esquerda e também não teve sucesso. Da mesma forma, tentou ir pelo lado direito e por mais uma vez sua tentativa fracassou.
    Alberto foi vítima de um assalto na avenida Boa Viagem em 1993, levou dez tiros, submeteu-se a várias cirurgias nas articulações e passou oito meses trabalhando

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entrevista - Administração em pauta

Aureliano José
Em um bate papo embalado por musica ao vivo e os já conhecidos sons dos mercados populares, o administrador Aureliano José, conversou sobre os problemas e soluções relacionadas à infra-estrutura do Mercado de São José.

Revista Nassau: como o senhor avalia sua administração no mercado?

Aureliano José: Já estou no Mercado de São José há 17 anos, acredito que o meu trabalho em parceria com a Csurb e a prefeitura é muito bom e bem visto.

RN: O senhor acha que o número de funcionários para a limpeza é o suficiente?

AJ: Temos serventes aqui o suficiente para a manutenção do mercado. São cinco serventes por dia na limpeza.

RN: Existe algum controle para horário de limpeza? Um sistema de manutenção ao longo do dia?

AJ: Existem mercados que tem sistemas de controle de uma em uma hora, duas em duas horas, mas existem mercados que não dá pra fazer isso. Aqui o que podemos fazer é cada funcionário ficar responsável por uma área do mercado, então a todo momento ele deve estar limpando a sua área. E se houver alguma reclamação, vou diretamente a eles.

RN: Existem muitas lâmpadas queimadas pelo mercado, o que falta para a reposição?

AJ: As lâmpadas já chegaram, estamos trocando aos poucos.

RN: É oferecido algum tipo de treinamento para os comerciantes dos boxes de pescados e carnes, para um cuidado especial com a limpeza?

AJ: A vigilância sanitária da cidade do Recife tem um trabalho muito eficiente, ela proporciona cursos de requalificação, orientação. A gente está sempre mandando as pessoas para os cursos. No período de páscoa, existem reuniões com os responsáveis pelos pescados. E as visitas nos mercados são frequentes, geralmente de três em três meses.

RN: O senhor acha a limpeza dos banheiros do mercado suficiente?

AJ: Acho que pode melhorar, mas cada seguimento, cada mercado, cada órgão tem uma maneira de trabalhar. O povo que frequenta o Mercado de São José é o feirante daqui, do Cais de Santa Rita. Pessoas que moram nas ruas. Então fica difícil manter uma estrutura de limpeza completa, a prefeitura sabe disso.

RN: Como administrador, falta algum tipo de assistência da prefeitura, dos órgãos públicos para uma melhor gestão no mercado?

AJ: Eu sou muito bem atendido pela prefeitura e pela CSURB, mas tem um grande problema que é a falta de segurança. A gente precisa aqui no mercado de São José uma maior atenção nesse setor.

RN: Na entrada principal do mercado não se vê uma rampa de acesso para cadeirantes, existe algum tipo de projeto nesse sentido?

AJ: Existe um projeto sim da prefeitura, não só nos mercados, mas em toda a cidade do Recife para dar um melhor acesso aos deficientes físicos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Curta: Sonho ou pesadêlo

O curta Sonho ou pesadêlo é uma produção baseada na obra do escritor Gabriel Garcia Marques, Crônicas de uma morte anunciada. O vídeo faz uma crítica política quanto a má distribuição de renda, faz uso da descontinuidade temporal como recurso para a criação do enredo. O curta "Sonho ou pesadêlo" foi exibido no Cinema Rosa & Silva na noite de premiação de melhores curtas dos alunos de Comunicação Social da Faculdade Maurício de Nassau.
Também pode ser visualizado no site: http://www.youtube.com/user/ninhotequero1#p/a/u/0/BHt-2_syt4Y


Elenco:                              Elenco de apoio:                   Roteiro:
Ana Elisabethe - Como mãe                     Elis Matins                              Anderson Kleiton 
Anderson Kleiton - Como pai                  Jailma Barbosa                          Everson Soares
Everson Soares - Como presidente          Silvannir Jaques                         Jailma Barbosa
Vanderson Dutra - Como João Pedro      Valéria Araújo

Direção de arte:     Direção de Produção:          Assist. de Produção:
Silvannir Jaques                      Anderson Kleiton                          Elis Martins, Jailma Barbosa,
                                                                                                 Ricardo Dutra, Valéria Araújo

Imagens:      Edição de imagens:      Sonoplastia:         Trilha Sonora:
Gilvan Noblat          Everson Soares                      Anderson Kleiton          Beethoven (Symphony nº6)
Ricardo Dutra          Luiz Henrique                        Everson Soares          Senhor do tempo (Instrumental)
                             Ricardo Dutra

Bibliotecas comunitárias revolucionam a vida das pessoas que moram em comunidades carentes do Recife.


Aula de Francês para as crianças da
comundade.
A luta pela ampliação dos espaços que visam democratizar a leitura e o acesso ao livro continua sendo constante, envolvendo política, poder público e a população.

Foi justamente a partir do entendimento sobre essa necessidade de acesso ao conhecimento que surgiu a rede de bibliotecas comunitárias, instrumento para promover o desenvolvimento pessoal e transformar vidas. É nas periferias, local onde essas bibliotecas atuam diretamente, que os jovens, adolescentes, crianças e adultos passam a ter um contato direto com as ações de leitura para o enriquecimento do universo cultural.

A Rede surgiu no ano de 2007, quando um grupo de seis bibliotecas comunitárias se uniu para discutir temáticas voltadas à formação de leitores, com o objetivo de compreender a realidade particular e geral dessas bibliotecas. Hoje, o projeto conta com o total de dez bibliotecas comunitárias para despertar a paixão pela leitura de quase dois milhões e meio de habitantes, somente no Estado de Pernambuco. A partir desse intercâmbio, dessa troca de informações e dos encontros, as bibliotecas populares, como também são chamadas, visam formar uma comunidade de aprendizagem.

O fenômeno das bibliotecas nas comunidades carentes é resultado da ineficiência do Estado, que tem a obrigação de prover as necessidades básicas para a formação do cidadão, garantidas na constituição Brasileira.

Além das dificuldades que envolvem fatores políticos e pedagógicos, a questão financeira é, sem dúvida, um dos maiores desafios enfrentados para que a rede de bibliotecas comunitárias continue realizando atividade nas comunidades carentes do Recife, de Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Gabriel Santana, coordenador da Rede
Se não fossem as parcerias firmadas com órgãos facilitadores que apóiam a Rede, como é o caso do Centro de Cultura Luiz Freire e do Instituto C&A, as portas dessas bibliotecas já estariam fechadas há muito tempo. “A maior dificuldade é sustentar essas bibliotecas com equipamentos, espaços físicos, todos os recursos que são necessários para continuar com o trabalho” afirmou o coordenador da Rede, Gabriel Santana.

Durante os quase seis mil anos de existência do livro, a evolução desde a utilização do papiro à utilização do papel manufaturado, o homem sempre quis registrar a sua passagem pelo planeta. Numa sociedade muitas vezes injusta, e dividida, o acesso ao conhecimento através do livro deveria ser no mínimo uma garantia básica ao alcance de todos.

Por Anderson Kleiton

Biblioteca comunitária Caranguejo Tabaiares: mudando pré-conceitos, formando conceitos



    Lugares marcados pela ausência de políticas públicas na área cultural transformam-se aos poucos em bairros de ações significativas nessa área de educação. É o caso da comunidade Caranguejo Tabaiares, que fica no Bairro da Ilha do Retiro, no Recife. Um lugar de ruas estreitas, sem asfalto, sem praças. Por entre becos e casas coladinhas uma a outra, está erguida de forma concreta a esperança de pessoas que acreditam na transformação. Trata-se da Biblioteca Caranguejo Tabaiares.

    Até 2008 não existia no local espaços de lazer e cultura. As crianças e os jovens vivenciavam dificuldades até para realizar seus trabalhos escolares. Mas o caso não se restringe apenas ao bairro. De acordo com os dados do MEC, 420 municípios brasileiros não possuem o equipamento, sendo 161 deles no Nordeste. A região tem uma média de 2,23 bibliotecas por 100 mil habitantes. Em Pernambuco este índice é de 1,85. O município com maior número é Igarassu (0,99), o pior é Recife (0,12). Entre Jaboatão dos Guararapes, Recife e Olinda existem apenas cinco, isso para mais de dois milhões de pessoas.

    Com o surgimento da biblioteca comunitária Caranguejo Tabaiares o acesso aos livros democratizou a leitura. É só procurar o livro desejado e fazer o empréstimo. A história começou a partir do convite de uma instituição de ensino do Recife a Reginaldo Pereira e Cleonice da Silva, moradores do local. Eles abraçaram a causa e passaram a dedicar tempo, forças e esperanças no projeto.

    Dentre os objetivos iniciais estava o de melhorar o desempenho das crianças nas atividades escolares, incentivando-as a estudar. No entanto, por trás da ação, está uma luta contra a violência urbana, a pobreza e o comodismo. As mudanças são perceptíveis. Cinco mil pessoas da comunidade passaram a buscar lazer na biblioteca. Em 2009, 80% fizeram empréstimos de livros, 500 crianças participaram da V Semana do Conto de História, durante o mês de janeiro, e 50% dos alunos da rede oficial de ensino fizeram atividades de leitura.

    A sede é mantida com algumas doações vindas de institutos, prefeitura e pessoas físicas. Os funcionários recebem uma bolsa, em dinheiro, paga pela prefeitura do Recife. Mas, mesmo com alguns patrocinadores, o espaço ainda é alugado e não há mais onde se colocar os livros. Os fundadores vivem os dilemas de não possuir verbas suficientes instalar uma sede própria. Eles já possuem o terreno, mas falta material para construção e mão-de-obra. Para Cleonice essa é uma das maiores dificuldades que os organizadores enfrentam. “Realmente o que nos falta é nosso cantinho. Se um dia o dono pedir essa casa, eu não sei como vai ser. Onde vamos colocar os quase dez mil livros que temos?”, lamenta.

Recomeços, transformações, lições de vida
 
Cleonilha e Reginaldo
    A biblioteca interferiu diretamente na história de muitas pessoas envolvidas no processo. É o caso de um de seus fundadores, Reginaldo Pereira. Em outros tempos ele não poderia imaginar que, aos 27 anos, sua vida estaria radicalmente transformada. Morador da comunidade Caranguejo Tabaiares, filho de comerciante, e acompanhava o pai durantes as vendas no centro do Recife, nos estádios e nos shows. Ao surgir o projeto de uma biblioteca comunitária, Reginaldo sentiu que deveria envolver-se. Como participava de grupos da igreja católica, ele já sentia uma pré-disposição ao trabalho comunitário. A biblioteca serviu para que o próprio Reginaldo direcionasse seus objetivos. Através do projeto, ele decidiu que deveria estudar e treinar sua leitura, para que pudesse representar bem a sua comunidade.

    Hoje ele tem mais habilidade na leitura e fala até francês. Possui uma análise perspicaz sobre a vida de seu bairro, sempre abordando as chances que cada uma das crianças tem de mudar o futuro. Reginaldo sabe a importância das decisões que tomou na vida. “A Biblioteca foi um desafio comunitário e uma superação pessoal”, conta.

    A questão do futuro das crianças é uma preocupação também de Cleonice, no projeto, a mulher braço direito de Reginaldo. “Cada um de nós tem uma missão. Já vi muita criança nascer e ir embora”, fala com tristeza. Ela é uma pessoa envolvida com a situação da comunidade. Há 11 anos, faz um trabalho com os idosos do bairro. Nesse processo decidiu que algo deveria ser feito também para os jovens. “Como é que um jovem vai crescer com boa educação se ninguém fizer alguma coisa? Pela questão cultural pobre ou trabalha para ter dinheiro ou estuda”, desabafa. Ela também acredita que os freqüentadores da biblioteca estão lá porque gostam. Entre as opções que são possíveis às crianças do bairro, Cleonice sabe que está oferecendo o melhor. “A participação deles é algo muito bom para a comunidade, pois enquanto estão aqui, não estão ali, junto aos traficantes, com uma pedra de craque”, revela.

Na fuga da violência e da miséria está Carolina, 9. A menina demonstra ter consciência da importância dos estudos para uma vida com dignidade. “Se eu não estivesse aqui, poderia estar no meio da rua com pessoas que não prestam”, revela. Para lutar pelo seu futuro, ela enfrenta os desafios de uma família humilde. Vai a pé para a escola, que fica no Bairro do Bongi, a aproximadamente 2 km de sua casa. Está na 3ª série. Seus pais são separados e sua mãe trabalha em uma banca de jogo do bicho. Carolina tem um irmão de cinco anos, mas a mãe deu a criança ao padrinho dele.
    Com uma família desestruturada, ela busca nos estudos uma forma de descontrair e fugir do caos da desigualdade social. “É melhor vir para a biblioteca do que ficar na rua fazendo coisas erradas”, conta. Ela acredita que o estudo pode oferecer os meios necessários para realizar seus sonhos. “Aqui se aprende mais. Para ser médica tem que estudar”, aconselha.

    As próprias crianças que freqüentam as bibliotecas populares fazem isso não apenas como dever escolar. Trazem dentro de si anseios, sonhos e esperança de mudar a vida.

Jailma Barbosa para o Noticiando

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O que alimenta o coração do fotógrafo?


A busca frenética e desenfreada de registrar com pigmentos a representação icônica da realidade vivida, que não mais acontecerá da mesma maneira. Trata-se em primeiro lugar, em visualizar mentalmente aquilo que precisa conter a história dos fatos no recurso imagético. A fotografia tem o poder de sintetizar vários milhões de palavras, conceitos lógicos ou ilógicos, verbos, pronomes, substantivos, concordâncias sintáticas ou semânticas, todos congelados em questão de segundos. Os batimentos cardíacos acelerados revelam o momento exato, único e imperdível para tornar o instante atual em memórias eternas, capaz de revelar até mesmo aquilo que é invisível.
Texto escrito para a disciplina de Fotojornalismo como exigência da professora Valéria Borges

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E quando o repórter interpreta errado?

É bem verdade que as notícias que chegam às nossas mãos, sejam elas através do impresso, da web, da rádio, da TV ou qualquer outro meio utilizado hoje para veicular informação, podem de alguma forma possuir um grau de inexatidão ou até mesmo erros gravíssimos. Esse não é um fato distante de nós. O repórter não se atem apenas em relatar os fatos tal qual ocorreram.
Na tentativa de agregar valor à notícia, o repórter acrescenta informações relevantes que complementam a matéria para uma melhor compreensão do fato noticiado. Não há problema algum se o repórter faz a utilização dessas informações complementares. Acontece que geralmente não se tem o tempo necessário para realizar uma boa apuração, em virtude do curto prazo que o repórter dispõe para fechar uma matéria (isso quando consideramos os meios que transmitem notícias quase que em tempo real, como a internet).

O aspecto que devemos nos preocupar é quanto aos problemas de interpretação do repórter ao apurar e escrever uma matéria que chega a dezenas, centenas e milhares, e porque não milhares de pessoas pelo mundo afora, que merecem pelo menos ser bem informados sobre os fatos sociais que afetam direta ou indiretamente a sua condição de cidadão que tem seus direitos expressos na constituição.


Texto produzido por Anderson Kleiton com exigência da disciplina Técnicas de entrevista e reportagem.

Acessibilidade sim!


O projeto Bairro Para Todos desenvolvido pela Sead - Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência está parado, a primeira etapa do projeto é basicamente elevar o cruzamento da Rua Guilherme Pinto com a Av. Joaquim Nabuco e adequar a parada de ônibus próxima ao cruzamento. “Estamos tentando entrar em contato com uma especialista urbanista da Grande Recife para aceitar o trabalho e amadurecer o projeto” afirmou Marcelo Pedrosa coordenador de acessibilidade da Sead.
Os problemas para locomoção enfrentados pela população ainda acontecem com muita freqüência, aumentado as dificuldades para aqueles com limitações temporárias ou permanentes. De acordo com Marcelo Pedrosa, isso ocorre porque na maioria das vezes os espaços são construídos sem levar em conta as diferenças entre crianças, idosos, mulheres grávidas, pessoas acidentadas, com deficiência, obesas etc.
Mesmo após a criação da Norma Brasileira - NBR 9050 que estabelece os critérios e parâmetros técnicos visando proporcionar a utilização de maneira autônoma e segura do ambiente urbano, os problemas para quem possui algum tipo de deficiência continuam evidentes. Segundo relatórios da EMLURB e URB, as obras mais recentes realizadas na praça do Derby, no corredor leste-oeste e na av. Beira Rio, foram construídas com acessibilidade, no intuito de assegurar o livre acesso e a circulação para todas as pessoas garantindo a utilização destes espaços urbanos. Acontece que alguns detalhes imprescindíveis precisam ser desenvolvidos para melhorar este livre acesso. Nessas obras ainda não foram substituídos os sinais de transito por sinais sonoros para facilitar a travessia do deficiente visual com segurança, faltam informações sobre linhas, itinerários e horários dos veículos em Braille e nem todos os veículos possuem os elevadores para os cadeirantes.
Todos os espaços, edificações, mobiliário e equipamentos urbanos que vierem a ser projetados, construídos, montados ou implantados, bem como as reformas e ampliações de edificações e equipamentos urbanos, devem atender às normas do Fórum Nacional de Normalização para serem considerados acessíveis. O nível de acessibilidade das obras realizadas pela URB e EMLURB é acompanhado pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura do Recife, que apresenta propostas de intervenção nas vias públicas quanto à sinalização, rebaixamento de calçadas, regularização do pavimento, ordenação e do mobiliário.
Uma das maiores dificuldades enfrentadas por Antônio Cícero José do Santos, deficiente visual, 25, são os carros estacionados nas calçadas, a falta de sinalização sonora nos sinais de trânsito, os buracos nas ruas e os orelhões. “Já bati várias vezes com a cabeça em orelhão, antes da bengala tocar no ferro que sustenta o orelhão eu já tenho batido com a cabeça”.
Texto produzido por Anderson Kleiton como exigência da disciplina de Redação Jornalística.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O invisível das Imagens


Olá gente!

Estou de volta! O meu primeiro post desse mês foi uma atividade desenvolvida para a disciplina de História da Arte. Um texto que fala sobre as qualidades intrínsecas do recurso imagético. Espero que gostem....


A leitura do material de Jorge Coli sugere ao leitor um posicionamento de considerar aquilo que é invisível nas imagens. Ele parte do pressuposto de que estas características invisíveis e imateriais são silenciosas e intuitivas, em que o indivíduo incorpora um saber capaz de observar o que há de comum entre as formas. Partindo do conceito de imagem (ligada à cópia, à imitação, que nasce da vontade de reproduzir), o autor continua a abordar alguns tópicos, como o princípio de identificação, que em síntese é o objetivo que se deseja alcançar com a representação de algo que está sendo representado. Ou seja, ninguém confunde o retratado com o retrato. Jorge Coli afirma que as imagens embora sejam a representação de um vazio verdadeiro (condenação platônica), carregam em si o próprio processo de raciocínio (isso porque essa representação possui uma essência), pois são nucleares dentro do estudo da história da arte. O autor sugere ainda que diante do conjunto coletivo de produções artísticas, há um prazer enorme em descobrir imagens renascendo em outras imagens, tomando sentidos completamente novos, que é o que ele chama de “terceira margem do rio”, em que a analogia de uma representação funde-se em outras obras. A visualização dessa terceira margem vem da atividade do que ele classifica como “treinar o olho”, ressuscitando o mesmo para se transformar em outro. A afirmação feita pelo autor de que “a fotografia traz a semelhança da obra; não é a obra, mas faz parte dela”, me chamou a atenção e levou-me necessariamente a estabelecer uma conexão com a idéia de Marcel Proust, que não se importava com a exposição do objeto artístico às massas e que num certo sentido, ele afirmava que não havia a perda da aura pela reprodução técnica da fotografia, pois essa reprodução é o que vimos e ainda vemos (Isso quando levamos em consideração o fato de que dependendo da localização geográfica em que um indivíduo se encontre, ele pode então, através de reproduções imagéticas, conhecer as mais diversas produções artísticas). É verdade que houve um número consideravelmente grande de teóricos que se opuseram a idéia da indústria cultural como vemos claramente na Escola de Frankfurt, primeiramente representada por Theodor Adorno e Max Horkheimer com críticas da cultura dos anos 1930 – 1960.
Anderson Kleiton

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eu sei, mas não devia - Marina Colassanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Este texto é muito profundo, me fez refletir bastante acerca do meu posicionamento frente aos demais acontecimentos do dia a dia. Abraço gente

Análise do texto de Marina Colassanti.

É interessante pensarmos na maneira com que a maioria das pessoas encaram a própria vida. Existem certos conceitos que de alguma maneira, quando não são discutidos assumem uma postura fatalista. Quantas vezes não deixamos passar oportunidades de grandes mudanças na vida ´´só para não ficar longe da família`` ou permanecemos em um emprego ´´só por causa da segurança``? Esses são alguns conceitos que tendem a levar ao comodismo na vida. Na verdade há uma certa covardia em enfrentar mudanças, por isso, nos apegamos a tais conceitos, talvez por medo do insucesso. Então, não queremos correr riscos calculados. Existe uma celebre frase cujo autor não me recordo bem, ´´o medo de perder nos impede de ganhar``. Discutiremos pois, o texto da autora Marina Callassanti através das perspectivas da Antropologia, da Teoria da comunicação, da Sociologia e da Cultura Brasileira.

“A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. (...) A comer sanduíches porque não dá pra almoçar...”
Retrocedendo até o período da colonização do Brasil, encontramos algumas características que justificam o fato de deixarmos muitas atividades para outra ocasião. Um dos motivos para essa despreocupação com o tempo era a localização das casas no período Brasil colônia, que eram muito distantes uma das outras e quando precisavam se locomover, seguiam tranqüilos, pois não haveria nenhum empecilho. Em decorrência deste aspecto notamos a presença tão forte do famosíssimo discurso sobre ´´o jeitinho brasileiro``, onde se deixa tudo para depois.

“A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga (...) E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.”
Encarando essa análise através de uma perspectiva sociológica vamos encontrar o Capitalismo que é um sistema econômico, político e social no qual os agentes econômicos (empresários), proprietários dos meios de produção permitem que esta produção seja comercializada num mercado, onde as transações são de natureza monetária. O objetivo principal do capitalismo é o lucro e o acumulo de riqueza em cima da atividade de trabalhadores livres que vendem sua força de trabalho aos donos do capital. É fato que toda essa ideologia capitalista cultiva na sociedade um espírito consumista, e essa ânsia de comprar por comprar e sempre querer mais, nos impede de viver apenas com o necessário, queremos sempre algo mais e esse sentimento é o que nos torna escravos da ideologia capitalista.

“A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.”
A escola norte-americana, através dos ´´Mass Communication Research`` (Pesquisa de comunicação de massa), converteu-se em primeiro momento nas pesquisas voltadas para os meios de comunicação de massa, particularmente para seus efeitos e funções. Na década de 20 a fundação Payne começou a financiar os estudos de alguns teóricos, com a finalidade de otimizar a utilização dos meios de comunicação que começaram a ascender nesse período. A 1ª guerra foi a principal razão de se estudar a eficácia dos meios de comunicação de massa para obter um resultado desejado no indivíduo. Já na 2ª guerra, notou-se a influência das propagandas, que causava nas pessoas um sentimento nacionalista. O investimento para essas pesquisas era de interesse governamental, para que sua ideologia fosse disseminada. Outras ciências também contribuíram para esses estudos; a Psicologia – fundamentada nas teorias do behaviorismo, a qual afirmava que a comunicação assumia um papel de produzir no indivíduo um efeito desejado, um jogo de Estímulo – Resposta. E a Sociologia – partindo do conceito de sociedade de massa, onde cada indivíduo é visto isoladamente, como um ser que não se relaciona, e que portanto, torna-se mais fácil de persuadi-lo. O desenvolvimento da comunicação humana teve profundas conseqüências tanto para a vida individual quanto para a coletiva e social. E é justamente na era dos meios de comunicação de massa que existe a modernização desses meios, para atingir o maior grupo de pessoas em menor tempo. Essa infindável produção de propagandas, anúncios e comerciais têm o objetivo de gerar no indivíduo um posicionamento desejado frente às questões políticas, comerciais, sociais etc.

“A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo da madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.”
Nossa triste e inevitável realidade busca atender as demandas da tecnologia acima de tudo. É fato que desde o surgimento da Revolução Industrial, os avanços tecnológicos não param, trazendo-nos mais luxo e conforto. Por outro lado, esse crescimento gera em nós um comodismo, cujo objetivo é substituir nossa vida natural por uma vida artificial. Em vez de um ar natural, ouvirmos um pássaro ou acordar com o cantar do galo, muitas vezes preferimos um ar mais artificial que é produzido pela invenção humana (ar condicionado). Isso sem contar no lamentável fato da poluição gerada pelas indústrias, com a emissão de gases poluentes que atingem a camada de ozônio afetando o ecosistema natural do planeta.

“A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida.Que aos poucos se gasta.”
Numa visão antropológica da formação da sociedade Brasileira, nós encontramos os fortes costumes dos índios. Costumes que de uma certa forma ainda refletem em nossa situação vigente. Os índios por exemplo, tinham o costume de caçar e pescar apenas para satisfazer suas necessidades momentâneas, e gastavam o resto de tempo em contato com a natureza. Esse sentimento de não trabalhar arduamente, de não se expor, de não fazer além do que se é necessário herdamos deles. É interessante como temos medo de enfrentar situações que podem nos fazer ´´suar a camisa``. É interessante como desistimos tão facilmente de ir atras de nossos objetivos e ideais, só porque talvez isso nos custe algum tipo de sacrifício. Na verdade, temos receios em tentar vencer o próprio medo que nos assola. E infelizmente muitas vezes nos acomodamos porque das vezes que tentamos realizar algo, alguém nos disse que não podíamos, que éramos incapazes, disseram quem nossos sonhos eram impossíveis. E o pior é que passamos a aceitar essas mentiras, e nos esquecemos de perguntar ao autor da vida quem de fato somos e o qual é o nosso potencial.

Esta foi uma análise proposta pela professora Regina Célia da disciplina de Filosofia, pelos alunos do curso de Comunicaçao Social; Anderson Kleiton, Elis Martins, Lucas Sena, Paulo Vinícius e Ramos José, todos da Faculdade Maurício de Nassau - Recife/PE.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Pensamento!!!!

''Se você dá mais valor ao ensino de homens, seu entendimento não passará daquilo que homens podem entender. Se Jesus for de fato seu Mestre, não haverá limite para aquilo que ele pode lhe ensinar.''
Essas palavras intrigaram meu íntimo!!!! E de fato, são verdades !!!!!!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Dia da Informática!!!!

Hoje é Dia da Informática. O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído pelo engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80). Ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava 30 toneladas. É impressionante como tudo tem a necessidade de se adaptar e tornar-se compacto para simplificar a nossa vida! Já pensou se estivéssemos ainda na era do computador arcaico? Enfim, teríamos que morar nele! A informática tem revolucionado o mundo, e ao passo que essas mudanças trazem benefícios para o homem, também vemos esse avanço com uma outra perspectiva; a da dependência quase que total a este recurso tecnológico. Isso sem mencionar na substituição do trabalho humano pela máquina! Invenção do próprio homem.

É gente, eu confesso que não consigo ficar mais que dois dias sem usar o pc ou qualquer outro invento da informática!!!! Infelizmente.


Tenham uma ótima semana!


Texto produzido por Anderson Kleiton